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Mensagens

Não gostam de mim!

Por estes dias, numa conversa antes de adormeceres, perguntava-te sobre a escolinha, os amigos, o que mais tinhas gostado de fazer nesse dia...
Como de habitual, entre músicas misturadas, histórias para dormir inventadas, risos que afastam o sono e beijinhos apaixonados, mencionaste quem são os teus melhores amigos na escola, aqueles com quem costumas brincar. "Então e os outros? Perguntei-te! "Não gostam de mim!" Respondeste-me! Não me recordo exatamente do que te disse a seguir. Quis dizer tanto, mas não me deve ter saído nada. Sei que te abracei com a força de uma mãe que naquele momento ficou sem reação, sem palavras, de coração no chão. Respirei fundo, voltei a mim e lembrei-te do que te digo em todas as despedidas: "gosto de ti, desde a Lua até aqui". Depois, dormi sobre o assunto e gostava que soubesses:

Só tens 3 anos, é impossível alguém no Mundo não gostar de ti! És uma criança, um ser puro e inocente, tão especial quanto aquilo que transpareces. Ten…
Mensagens recentes

O caos do Amor...

Eu era a melhor Mãe do Mundo, até o meu filho nascer. Era a mãe perfeita, até ele estar nos meus braços. O meu parto ideal seria memorável, até se tornar lamentavelmente inesquecível.
Nos meus sonhos, amamentava enquanto quiséssemos, até perceber que ele nao mamava. Tinha a certeza de que o meu filho ia comer de tudo, até ele se tornar  intolerante. Não haveria esconderijos de chupetas, até ele ficar viciado nelas. Havia de desfraldar tão bem quanto eu, até chorarmos desesperados por não o conseguir fazer. Filho meu não fazia birras, até se atirar para o chão num hipermercado.
O meu corpo ia recuperar num instante, até declarar guerra aos espelhos, á roupa e á balança. Ninguém me diria o que fazer, até todos se acharem donos da razão. Os amigos estariam sempre aqui para nos apoiar, até que fomos pais e eles não. Prometemos que nada haveria de mudar, até que tudo ficou tão diferente! Iríamos continuar a sair só os dois, até que nos tornámos três. Nunca iríamos zangar-nos, até estarmos …

A Mãe do ano!

Tenho-me deparado com um anúncio que se refere a uma celebridade como "mãe do ano". Não está em causa a entidade muito menos a mãe em questão. Longe disso! Ao início parece uma mensagem brilhante, meticulosamente pensada. E certamente que foi. Está bonita e apelativa. Outra coisa não seria de esperar deste tipo de marketing. No entanto, será que já alguém parou para pensar no quanto esta, pode ser a mensagem de culpa para tantas mães?! Porque razão uma pessoa que tem vários "trabalhos" (Blogger, youtuber, influencer...) é considerada a "mãe do ano" e todas as outras que têm um único trabalho, como por exemplo serem " mães a tempo inteiro", não são consideradas coisa nenhuma? Ou será  que as que trabalham com um emprego de manhã á noite, por turnos e muitas vezes passam dias sem ver os filhos, são só "mães do dia", "mães de noite", "mães de fim-de-semana"?! Qual é realmente o objetivo de passar a ideia de que uma mãe…

Ele!

Ele! De quem nestes últimos dias procurei o aconchego no olhar. A mão que entrelaçou a minha por tantas horas. O abraço pela metade que me preenchia por completo. A voz que me sossegava. Ele! O amparo nos momentos mais difíceis. O sorriso quando voltei do bloco. A confiança perante as dúvidas. Esteve sempre lá. Percorreu centenas de km todos os dias para me ver. Foi o primeiro beijo das manhãs do nosso filho. E o conforto das noites junto da cama dele. Ele. Não ocupou o meu lugar. Foi somente Ele. A fazer o que conseguia da melhor forma que sabia. E eu sentia-lhe o nervoso miudinho e as lágrimas escondidas. Ainda que tão forte junto a mim. Vestiu-me e calçou-me como se já fossemos velhinhos. Ele. Que remou contra a maré sem deixar o barco afundar. Que sofreu comigo sem o demonstrar. Os Pais são os primeiros super-heróis dos filhos, mas por vezes, são um bocadinho das Mães também!

Amar sem limites!

Passamos tantos dias a barafustar. Por tudo e por nada. Porque não temos tempo para o lazer ou porque de repente o tempo sobra e não sabemos com que nos ocupar. Ralhamos e dizemos uns quantos disparates  Fazemos até coisas das quais nos arrependemos. Não é por mal. Não temos culpa da azáfama que os nossos dias nos impõem. Descarregamos muitas vezes as nossas frustrações em quem não tem culpa nenhuma. Fazemos os filhos esperar porque tudo o resto nos parece, naquele momento, prioridade. Na certeza de que eles vão estar sempre ali. Ao nosso lado, no nosso colo. Nem sempre lhes dizemos o quanto gostamos deles. Damos um beijo despachado. Deixamos o abraço para mais logo porque já é tarde. Acreditamos que o dia passa a correr e logo voltamos a estar juntos. E a fazer tudo a correr de novo, porque amanhã já é outro dia. E isto, porque raramente nos lembramos, que esta poderia ter sido a última vez... Percam mais tempo com o que realmente importa, abracem mais, beijem muito, cheirem os vosso…